terça-feira, 14 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) se manifesta quanto ao PL 122/2006
POSICIONAMENTO DA AMTB QUANTO AO PROJETO DE LEI 122/2006
A Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), é uma entidade representativa de 43 agências missionárias que abrigam missionários vinculados a mais de 120 diferentes denominações evangélicas. Tem como missão pregar o Evangelho entre outros povos e culturas, através de uma evangelização que liberta e que, diferente da mera catequese impositiva de símbolos e práticas religiosas, tem por objetivo compartilhar os valores cristãos centrados em Jesus Cristo, tendo nas Escrituras Sagradas a sua única regra de fé e prática, numa abordagem dialógica e expositiva, respeitando os valores de cada grupo étnico ou social, a partir do direito inalienável de cada pessoa ter acesso a novas informações e repensar seus valores e princípios num ambiente de liberdade de consciência e expressão.
Em função da tramitação no Senado Federal, do projeto de lei 5003/2001, PL122/2006 da Câmara dos Deputados, que visa à criminalização de manifestações contrárias à orientação sexual da homossexualidade, chamada lei da homofobia, e da recente decisão do Superior Tribunal Federal sobre a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a AMTB vem a público manifestar o seguinte:
1- O artigo 5º da Constituição Federal em seu ‘caput’, afirma que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de quaisquer naturezas, garantindo-se aos Brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida e à liberdade. Ao tratar das garantias fundamentais afirma que é livre a manifestação do pensamento e inviolável a liberdade de consciência e crença.
2- A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo 19 acrescenta ainda que este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações ou ideias por quaisquer meios.
3- Fundamentada nos valores cristãos de amor ao próximo e em sua experiência de respeito às diferenças culturais, a AMTB considera inaceitável qualquer tipo de discriminação, violência ou manifestação de ódio à qualquer pessoa em função de raça, credo, cultura, sexo ou posicionamentos individuais.
4- Entende que o respeito ao posicionamento de qualquer pessoa quanto à sexualidade homossexual, não a torna correta por si mesma, e não pode impedir que quem dela discorde, expresse livremente sua opinião. A mesma sociedade democrática que reconhece o direito de escolha, pressupõe que valores de grupos ou segmentos não podem sobrepor aos dos outros, em um ambiente de convivência harmônica e pacífica.
5- Dentro do princípio de liberdade religiosa, a AMTB continuará expressando em sua evangelização que Deus criou homem e mulher, que a sexualidade heterossexual é a reconhecida pela Igreja de Cristo com base nos ensinos da Bíblia, respaldada pela tradição cristã e que por isso, considera a prática do homossexualismo como pecado, por contrariar a natureza criada por Deus. Este posicionamento, entretanto, não a impede de amar, respeitar e dialogar com pessoas de qualquer outra opinião.
6- Mesmo reconhecendo que o Estado Brasileiro é laico, consideramos como legítimo o posicionamento dos parlamentares cristãos, que em uma democracia representativa devem pautar sua conduta legislativa respeitando os valores da sociedade nacional, no caso brasileiro, de maioria cristã e que valoriza a família como base da sociedade. Portanto não se caracteriza interferência religiosa no estado a luta pela preservação do que preconiza a nossa constituição no Art.226, quando diz: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do estado” e no seu parágrafo 3º “é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar”.
7- Considera legítima as conquistas de segmentos da sociedade que tem lutado por leis mais justas e igualitárias, no campo dos direitos civis. Entretanto as garantias extendidas às pessoas do mesmo sexo que vivem juntas, por um contrato de convivência, ainda que justas, não podem adquirir status de casamento ou família, uma vez que não atendem a outros requisitos sociais.
8- A AMTB considera inapropriado o uso do termo "homofobia" como vem sendo largamente imposto à opinião pública. A fobia como medo mórbido, aversão ou intolerância não condiz com o comportamento amistoso no relacionamento com pessoas, normalmente adotado pela comunidade evangélica, que se sente agredida pela forma pejorativa e acusatória com que tem sido tratada, ao zelar por suas convicções e pelo direito de expressá-las.
Finalmente conclamamos o Povo Brasileiro, em todas as suas divisões, o Congresso Nacional e as demais instâncias da Nação a se posicionarem contra a discriminação e a qualquer tipo de preconceito, mas também em favor da garantia dos direitos de liberdade e de expressão sem privilégios a qualquer segmento da sociedade em detrimento da democracia. A AMTB rejeita qualquer dispositivo legal que promova a censura e atente contra a liberdade e que criminalize o direito individual de consciência e de expressão individual ou coletiva.
São Paulo, 30 de Maio de 2011
Presidente: Silas Marchiori Tostes
1º Vice-presidente: Sérgio Paulo Martins Nascimento
2º Vice-presidente: Rocindes José Correa
1º Secretário: Pr. Valdir Soares da Silva
2º Secretário: Antonia Leonora van der Meer
1º Tesoureiro: Jéferson Martins Costa
2º Tesoureiro: Ronald Silva Carvalho
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ultimato, Diálogo, Inquisição Etc e Tal
Aí Deus apresentou uma proposta de decálogo a Moisés e pediu para ele descer do monte e ouvir as bases em assembleia liderada por Arão, e buscar um entendimento com o pessoal que havia optado pelo bezerro de ouro.
Aí Deus enviou o profeta para um diálogo com os sacerdotes de Baal visando um entendimento, como o pacto federativo que havia estabelecido com os filisteus, e todos os postes-ídolos deveriam ser tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
E quando os profetas falavam, a fórmula do preâmbulo dos seus discursos era sempre:“Assim me parece que o Senhor acha, salvo melhor juízo”.
É claro que a pretensão de ser um único Deus a revelar uma única verdade seria algo extremamente arrogante, etnocêntrico, colonialista, patriarcal e misógino.
E temos que (depois da edição da “Bíblia dos Gordos”, da “Bíblia dos Magros”, da “Bíblia dos Torcedores do Corinthians”) devemos lançar a “Bíblia Politicamente Correta”, do(a) nosso(a) deus(a) pai/mãe ou pai/pai ou mãe/mãe, em que Jesus diz: “Eu sou um dos caminhos, uma das verdades, uma das vidas, e todos irão a Ele/Ela não necessariamente por mim”. “Ninguém precisa nascer de novo”, e “vai e continues na mesma, porque a sua orientação sexual deve ser respeitada”. Ao chegar a Jerusalém, Jesus entrou em um acordo com o Sindicato dos Vendilhões do Templo, e com a base aliada do Sinédrio.
Passada aquela alucinação (uma espécie de “porre espiritual”) que os fez imaginar que um cadáver voltara a andar, e o transe da festa do Pentecostes, Pedro foi peremptório:“Não se arrependam, pois essa conversa de ‘pecado original’ é uma balela e uma perda de energia para o nosso ministério de instaurar o reino de Deus por nossa conta e convidar o(a) próprio(a) para o coquetel de inauguração”.
E Paulo disse: “Deitem-se (ou fiquem de pé ou de cócoras) com qualquer um(a), desde que seja por mútuo consentimento entre adultos”. Ao que João arrematou: “E esses entrarão no Reino do Céu”. Paulo elogiou os deuses do areópago e apresentou Jesus como mais uma a, democraticamente, ter uma vaga no Olimpo e nos altares.
E a Bíblia deve ter uma nova “versão revista, corrigida e atualizada”, contendo todos os livros apócrifos, pois, afinal os gnósticos, os arianos, os docéticos, os pelagianos, foram apenas “tendências” da igreja, em sua riqueza e pluralidade no discurso sobre o sagrado, reprimidos pela intolerância.
E os chamados “Credo Apostólico” e “Credo Niceno”, esses horrorosos textos estreitos, deverão ter uma nova redação, iniciando: “Podemos ou não crer em Deus(a), não tão todo-poderoso...”.
A Reforma Protestante, devidamente atualizada aos tempos pós-modernos, deve eliminar a estreiteza das “Sola”.
Como diriam os caipiras mineiros: “Deus é um abiscoitado que nem sabe das coisas”, e cristianismo triunfante é aquele que ninguém vai mais à igreja.
Temos que dar um Ultimato a esses reacionários, bitolados, ultrapassados e homofóbicos: “Diálogo sempre; Proclamação nunca”!
Ouçamos a Pós-Modernidade, e especulemos interminavelmente...
O absoluto relativismo de nossas especulações é a porta da esperança.
Comitê de Solidariedade às Vítimas da Nova Inquisição a Micro-Ondas
Recife (PE), 25 de maio de 2011,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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